Dona River e seus dois maridos na segunda temporada de “The Diary of River Song”

Nossa psicopata apaixonada predileta está de volta!

E se no primeiro box ela encontrou com o 8th, dessa vez ela encontra com dois Doutores – 6th e 7th. E olha, que diversão com esses dois, reagindo de formas completamente diferentes a ela.

Lembrando: The Diary Of River Song faz parte da série The Worlds Of Doctor Who, que traz os spin-off que a gente sempre quis, mas que a BBC nunca pôde bancar.

Bora pro review?

2.1. The Unknown (Guy Adams)

“Uma anomalia planetária. Uma impossibilidade científica. Um mistério a ser resolvido.

Claro que River Song espera ser consultada. Ela espera que seu valioso conhecimento e sua experiência ajude a tripulação do Saturnius desvendar o estranho fenômeno que aconteceu no sistema solar da Terra.

Mas River não esperava um clandestino. Um homenzinho infuriante que se chama de Doutor”.

As coisas não vão bem na Saturnius. O engenheiro-chefe está ouvindo vozes, o computador lembra o HAL de 2001, e tanto o resto da tripulação quanto o clandestino estão tendo dificuldades em lembrar quem são e a quanto estão à bordo da nave.

A Saturnius saiu da Terra em direção a um planeta que simplesmente apareceu do nada na borda do Sistema Solar. A princípio eu achei que era Mondas e os cybermen iriam voltar, mas com o decorrer dos áudios a gente descobre que a coisa é bem mais sórdida.

É um episódio meio claustrofóbico. Uma anomalia temporal faz com que haja uma colisão dentro do vortex entre a Tardis do 7th, a nave e o planeta (sim, wibbly wobbly). Com isso, a realidade vai se dividindo, e como o próprio Doutor explica, eles estão numa espécie de nave de Schroedinger: ela existe e não existe ao mesmo tempo. Com isso, as várias realidades vão transbordando e se multiplicando, e a coisa toda vai ficando agoniante.

Claro que o Doutor e River descobrem qual o problema – a colisão e a extrapolação da anomalia por conta dos escudos da Saturnium. Eles conseguem desfazer o problema e voltam para a realidade, segundos antes da colisão – dessa vez evitada pelas “lembranças” do que havia ocorrido.

Enquanto o Doutor fica com uma vontade repentina de viajar para algum lugar com rios, River e a tripulação da Saturnium caem no planeta, em cima de uma garota android que pede educadamente para ser desenterrada, dando o gancho para o próximo episódio.

2.2. Five Twenty-Nine (John Dorney)

“River fez uma terrível descoberta.

Bilhões de vidas estão por um fio. Mas se ela puder salvar alguns poucos, então isso pode ajudá-la a resolver o dilema da destruição da Terra.

Mas como ela poderá vencer quando a sobrevivência vira uma corrida contra o próprio tempo? Uma corrida contra as 5:29?”

Olha, eu já ouvi áudio da Big Finish o suficiente pra poder afirmar, com certeza, que esse foi o que mais desgraçou a minha cabeça.

No fim do último áudio River descobriu que a Saturnium caiu de volta na Terra, no dia do apocalipse. Mas, segundo ela, ainda é cedo demais para o apocalipse. Então, seguindo as diretrizes da androide Rachel, River volta 24h no tempo, tentando descobrir o que aconteceu.

Ela vai parar em uma ilha minúscula na costa da Inglaterra na porta da casa dos Burrow, Emmet e Lisa. Eles são os pais de Rachel, a android, e vivem felizes naquele pedaço de mundo quase inabitado. Um pouco antes da chegada de River, Emmet tentou contato com um amigo na plataforma de petróleo, mas o rádio não tinha sinal. Eram 5:29 na plataforma.

Ela passa a noite na casa dos Burrow ainda tentando entender o que está errado quando chegam notícias de que às 5:29 todo e qualquer contato com algumas regiões do planeta foram simplesmente cortadas e tudo e todos estavam mortos. E assim continuava a cada mudança de fuso.

River decide, então, salvar as poucas pessoas daquele vilarejo à bordo de um barco pesqueiro, tentando fugir do apocalipse indo para os fusos já atingidos. Mas ela só consegue tirar de lá os Burrow e Steve, o dono do barco (que tem uma morte muito estúpida). Mas o tempo vai passando, e ela precisa voltar para evitar um paradoxo – sem conseguir salvar os Burrow.

Tenha um lenço ao lado ao ouvir. É o conselho que eu dou.

2.3. World Enough And Time (James Goss)

“Quando se trata de derrubar governos corruptos e exploradores não há ninguém como River Song.

Até que ela chega na Golden Futures e descobre que a vaga já está ocupada. Por alguém com o mesmo estilo e verve dela.

O Doutor está prestes a receber o choque de suas vidas”

Sim, esse áudio tem o mesmo nome daquela coisa maravilhosa que passou na TV. Esse aqui foi lançado 6 meses antes, mas ambos os títulos têm a mesma origem: o poema To His Coy Mistress, de Andrew Marvell, lançado postumamente em 1681. E Doctor Who não é a única série a usar essa frase em títulos: há um episódio de Star Trek: New Voyages, além de três livros com esse mesmo nome.

Depois de sair do apocalipse River segue uma pista que a leva até a Golden Futures, uma empresa que trabalha com sonhos (os que você tem quando dorme, não os de comer). Lá ela descobre que o Sexto é o presidente da empresa.

Ela também descobre que a Golden Futures é só fachada; ela tem duas funções: servir como cantina para os Sporavores, aliens que se alimentam de sonhos e probabilidades, e como imobiliária – a segunda Terra que surgiu no Sistema Solar é, na verdade, o projeto Elysium, um clone da Terra, já que eles vão se desfazer do original (lembra dos Slitheen? Mesmo esquema).

River e o Doutor, então, se juntam para destruir a Golden Futures e os Speravores, acabando com o projeto Elysium. E aí vem a coisa que mais me deixou de queixo caído: 6th dando em cima da River sem dó e dando uns pega nela de bom grado (claro que ela usando o batom que causa amnésia, para que ele se esqueça dela) – se tinha um Doutor que eu apostaria uma grana que seria imune a ela, era ele.

Ela usa o manipulador de vórtex para seguir a pista dos Speravores, de quando eles primeiro chegaram na Terra, dando o gancho para a última parte do box.

2.4. The Eye Of The Storm (Matt Fitton)

“A Grande Tempestade de 1703 se aproxima. O destino do planeta Terra está por um fio.

A única pessoa que pode salvar o planeta é o Doutor. Ou River Song. Ou mais um Doutor. Ou toda essa situação é culpa deles em primeiro lugar.

Dois Doutores. Uma River. Uma quantidade infinita de modos de destruir o mundo. Vai ser uma viagem turbulenta…”

Fechamos o box com um episódio histórico. Sexto, Sétimo e River estão no mesmo lugar, atrás da mesma coisa: achar o ponto inicial de todo o problema.

O áudio começa com River presa junto com Daniel Defoe, o autor de Robinson Crusoé; o Sexto em um pub dando aquela força pro casal Isaac e Sarah; o Sétimo descobrindo que a Grande Tempestade abriu um rasgo no espaço-tempo por onde os Speravores chegaram e criaram a realidade alternativa, se alimentando justamente das probabilidades da vida de Sarah. Ou seja: enquanto um Doutor quer salvar o casal, o outro precisa separá-los. E, como diz River, meus dois maridos causaram essa confusão toda.

Os Speravores se instalaram na casa em que Sarah trabalhava, parasitando a moça e se alimentando de todas as suas possibilidades, limitando o seu livre-arbítrio e comprometendo não só a linha do tempo dela, mas também a de seus descendentes, culminando na Terra de Schroedinger do primeiro áudio.

Os momentos engraçados ficam por conta dos dois Doutores interagindo, entre eles e com a River – o Sexto flerta descaradamente com ela, enquanto o Sétimo fica tentando descobrir o mistério dela; e, claro, os dois se bicando, senão não era um episódio multidoctor.

A resolução do episódio é bem triste e vem após um belíssimo discurso da River sobre livre-arbítrio e o amor – Isaac e Sarah se sacrificam para salvar o mundo.

Hora de apagar as memórias: do Sexto é fácil, já que ele não precisa de muito incentivo pra dar uns beijos na River. Já o Sétimo é mais complicado: ele saca logo que a River é o futuro dele e que a relação deles é mais profunda do que aparenta. Como ele não toma o chá com bolinhos “batizado” que ela ofereceu, River é obrigada a apagar o Doutor com um teaser e pedir ajuda à Tardis para desfazer as memórias do evento.

Esse box é bem interessante. Os áudios são consistentes, sem nenhuma discrepância de qualidade entre um e outro. O arco da Terra de Schroedinger é bem Doctor Who, com todo aquele subtexto que a gente gosta: ganância, amor, sacrifício…

A interação 6th e 7th é muito boa, e a deles com a River é diferente – enquanto o 6th dá em cima mesmo, o 7th é mais sensato e, até, teimoso – e por conta disso rolam uns bate-bocas dignos de marido e mulher.

No próximo box a River vai encontrar o 5th (que eu jurava que ia ser o único a se render aos encantos dela), mas isso é papo pra outro post.

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