Time Lord Victorious | Defender Of The Daleks #2. A HQ que tem uma participação especial inesperada.

“No capítulo anterior… O Décimo Doutor foi misteriosamente transportado para a uma linha do tempo reescrita, onde a Guerra do Tempo nunca aconteceu e o Império Dalek ainda é uma força a ser temida pelo universo. Recrutado como um aliado improvável pelo Imperador Dalek, o Doutor agora precisa enfrentar uma ameaça mortal alien que os Daleks temem: os Hond. Ajudado pelo Dalek Estrategista, o Doutor se prepara para guerra, quando encontra os implacáveis Hond…”

Se você perdeu a primeira parte (ou não lembra do que aconteceu), clica no link, lê e volta aqui. Pode ir, eu espero…

Lembrou? Ótimo! Continuemos.

No final da HQ passada os Doutor e o Dalek Estrategista estão no Cofre das Obscenidades quando se deparam com aquele primo perdido do Igoo dos Herculoides que atende pelo nome de Hond, e que é o motivo pelo qual os Daleks chamaram o Doutor para defendê-los.

Essa HQ começa do mesmíssimo ponto, para ser mais exata, nesse quadrinho aqui:

O Doutor percebe que o bichão não é bem de carne e osso, mas sim da lama dos primórdios e fala que ele não deveria estar ali – não só naquele lugar, como também naqueles tempos. O Dalek Estrategista é mais sincero: nós devemos exterminá-lo.

O Doutor fica bolado com a ideia de matar o Hond e pergunta a ele como cazzos ele foi parar naquele tempo, afinal. Como resposta, o Hond responde: “quem se importa com o tempo? A percepção do tempo é a vida. E toda vida deve terminar. O tempo só importa quando não é observado“.

O Doutor insiste na pergunta: por que vocês querem acabar com a vida. “A vida dói. Quando toda vida morre, a dor morre.” O que leva o Décimo ao momento hipocrisia do evento:

“Ah, sim, a velha atitude ‘eu realmente sei o que é o melhor para o universo, quem se importa com o que os outros pensam ou querem’. Meu próprio povo desconfia que foram eles que inventaram isso. (…) Ninguém tem o direito de redesenhar a realidade de acordo com a sua própria vontade.”

Amigo, sério? Você falando isso? Querido, você só está em Skaro defendendo os Daleks de uma raça que deveria ter sido extinta aeons atrás porque você se arvorou em brincar de Deus e decidir quem vive e quem morre!!!!!!!!!!!! A mão até coçou pra estapear aquela carinha linda e, ó Rassilon, tão hipócrita.

*acalma, respira, é só um quadrinho*

Voltei. O Doutor, então, oferece ajuda ao Hond, que diz que a única ajuda que ele pode dar é morrendo. O Dalek Estrategista manda um exterminate e a criatura vira uma poça de meleca no chão do Cofre.

O Dalek pergunta se o Doutor consegue abrir portas; ele diz que sim, mas quer saber o motivo e o que acontece se ele recusar. O Estrategista responde que não vai matá-lo, mas que Skaro cairá – e será o primeiro de milhares de planetas a serem consumidos pelos Hond.

O Décimo diz que não gosta e nem confia no Estrategista, mas que ele está certo sobre a ameaça que os Hond são e decide ajudá-lo. Ele usa a sonic para abrir a porta e o Doutor se lembra de Gallifrey caindo na Guerra do Tempo por conta daquelas mesmas armas.

O Estrategista inicia os protocolos de segurança para retirar as armas de dentro do Cofre; o Doutor pergunta sobre o porquê dele não usar uma das inúmeras carapaças de batalha que existem no Cofre. O Dalek responde que a que ele tem é o suficiente. O Décimo continua com a pulga atrás da orelha, já que antes do Estrategista havia dito que se orgulhava das marcas na carapaça, mas que a história não estava completa. É quando a ficha cai: em algum momento o Estrategista pisou na bola e o Imperador fez aquelas marcas nele.

O Doutor se espanta do Imperador ter deixado o Estrategista vivo, e o Dalek diz que seus esforços não foram em vão – ainda – e que o plano de chamar seu maior inimigo para ajudá-los estava funcionando.

Quando eles estão saindo da sala principal do Cofre a estrutura começa a tremer e um barulho mostra que o Hond, que eles achavam que estava morto, não só está vivo como está mais forte. O bicho ataca o Dalek Estrategista, que começa a gritar por ajuda. O coitado toma uma surra que o deixa nesse estado:

Enquanto isso o Doutor está mexendo nos sistemas do Cofre e consegue aprisionar o Hond em uma espécie de gaiola laser. Ele impede o Dalek Estrategista de exterminar a criatura, explicando que, de alguma forma, ele se fortaleceu com o raio.

Mas o Dalek continua preocupado – afinal, aquele Hond é só um, mas bilhões estão aguardando para atacar. Ele pergunta ao Doutor se ele pretende colocar todos os outros numa gaiola também. O Doutor diz que isso provavelmente não vai funcionar, mas que é um pensamento para daqui cinco planos. Mas isso desperta no Doutor algum tipo de lembrança: “stellar net, onde foi que eu já ouvi isso?”

[Pausa. A única referência de stellar qualquer coisa que eu tenho em Doctor Who é da Mão de Ômega, uma arma que consegue manipular o ciclo de vida das estrelas e que transformou o bastão de baseball da Ace naquela máquina de destruir Daleks. Se alguém tiver outra referência que eu tenha perdido, favor avisar nos comentários. Fim da pausa]

Corta para os Daleks tirando as armas do Cofre e o Estrategista agradecendo ao Doutor pelos serviços prestados ao Império Dalek. O Doutor responde que, falando desse jeito, faz ele se arrepender da coisa toda. “Os Daleks e o Doutor finalmente estão juntos, e os Hond cairão!”

O Hond continua reclamando da dor, e o Doutor fica tentando adivinhar o que está acontecendo.

O arsenal dos Daleks está a postos e atiram quando os Hond se aproximam. Mas ao invés de serem destruídos, eles ganham mais força. Nesse momento o Doutor percebe a verdade: os Hond sentem tanta dor que eles querem destruir o universo (e eles mesmos) só para fazer a dor parar; o sofrimento os fez sencientes, e eles não conseguem entender que existem outros modos de viver que não seja sentindo dor permanentemente. “Para eles, matar todas as formas de vida é um ato de compaixão”.

O Doutor ajusta as armas Dalek em um acerto bioemocional e dispara em direção aos Hond, fazendo a dor acabar. O Estrategista pergunta se o Doutor os matou; ele responde que esse é o jeito Dalek de ver as coisas. Nessa hora o espectro do Hond aprisionado aparece para o Doutor e agradece por ele ter posto fim à dor.

Pergunta: genocídio ou eutanásia?

Mas é óbvio que assim que os Hond foram derrotados o Doutor deixou de ser útil. “Esse era o seu plano desde o começo, não? Agir como se você diferente. Tentar me convencer de que dessa vez as coisas seriam diferentes”.

Pra tomar como resposta: “No final, eu ainda sou um Dalek”.

E como o Doutor sempre tem um truque na manga… enquanto o Décimo passeava pelo Cofre virava e mexia aparecia um quadrinho em destaque com ele apertando a sonic no ar. O que ele fez? Simplesmente armou os explosivos e, quando os Daleks pensaram em partir pra cima dele, ele detonou o Cofre e todo o seu conteúdo.

O Doutor começa a fugir dos Daleks – que estavam protegidos por um campo de força temporal – e ele reclama em voz alta que eles nunca facilitam. Ele recebe uma resposta vinda das sombras, concordando. “Por isso eu achei que você poderia precisar de uma ajudinha”

Entendam o meu desespero de ver esse quadro e não poder surtar porque era quase uma da manhã…

Menina Treze está lá parada esperando por ele, mas o Décimo não a reconhece. Ela fala que os paradoxos deixam as coisas complicadas, e a ficha dele cai de que ela é ele. Os dois saem correndo pelos corredores, super animados, e ele reclama de ainda não ser ruivo. Eles se juntam para destravar o campo temporal com as sonics e fugir do Cofre até as respectivas Tardis.

O Décimo entra na sua Tardis e toma uma bronca da máquina. A Treze chama na tela e diz que está com as coordenadas para destruir esse paradoxo específico e mandá-lo de volta para a linha temporal correta – ou o mais próximo possível disso. A Doutora se despede antes que as memórias se modifiquem, e o Décimo diz que quase acreditou que poderia existir um Dalek bom.

Enquanto isso, em Skaro, o Imperador Dalek cabeçudo cobra explicações do Estrategista, que diz que não tinha como prever dois Doutores ali. O Imperador fica poooto, mas o Estrategista diz que a fuga desse Doutor específico não atrapalha os planos dele, já que a ameaça à sobrevivência dos Daleks tem muitas faces e o Doutor ainda pode ser útil aos Daleks.

O último quadro é o Oitavo e o The End vem acompanhado de um ponto de interrogação.

E se você leu a nossa review de The Knight, The Fool And The Dead, sabe que o Oitavo aparece em uma nave Dalek para impedir o Décimo de fazer uma merda de proporções catastróficas. Mas a gente só vai saber como os Daleks e o Oitavo se juntaram lá em The Enemy of my Enemy, o áudio da Big Finish que sai em novembro. É aguardar pra ver.

Se você está lendo isso no dia do lançamento (dia 7 de outubro do ano do pandemônio), saiba que amanhã tem mais uma review de TLV, com a chegada da Big Finish na bagunça. E gente, é muito bom acompanhar isso tudo ao vivo! É Doctor Who mais uma vez sendo a alienação necessária, a válvula de escape que a gente precisava enquanto é testemunha ocular da história da humanidade.

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