Time Lord Victorious | All Flesh Is Grass. Quando (quase) todas as peças se encaixam.

All Flesh Is Grass é o ponto de convergência de quase todas as histórias de Time Lord Victorious. Coisas que estavam lá no começo reaparecem; personagens aleatórios no Comic Creator se mostram super importantes na trama. Encontros, reencontros e desencontros nesse livro da Una McCormack que fecha a linha principal desse evento.

Bora pra resenha? Vou tentar fazer o mais linear possível – porque o livro vai e volta demais, mostrando não só cada um dos três Doutores, como também os Kotturuh, os Daleks e a dupla Brian e Sr Bolinha.

Começamos em Birinji. O planeta tinha sido citado logo no primeiro conto de TLV, como sendo o ponto de partida da obra dos Kotturuh. O prólogo é dividido em três partes sobre Birinji: como era o planeta antes da chegada dos Kotturuh, o que aconteceu no dia em que eles chegaram e como o planeta ficou depois.

Conhecemos Inyit. Ela foi a primeira Kotturuh a pôr os pés em Birinji, e logo no começo de tudo ela percebeu que ia dar tudo errado. E quando veio o julgamento e o planeta virou um deserto com o fim de toda e qualquer vida, ela descobriu um biodomo, uma espécie de estufa que não foi atingida pelo julgamento; e ali Inyit ficou. Agora, ela é a última dos Kotturuh.

O capítulo um começa de onde o livro passado, The Knight, The Fool And The Dead, termina:

  • o Décimo, fantasiado de Senhor do Tempo, na nave dos mercenários, com Brian e Sr Bolinha, doido pra acabar com Mordeela – e por consequência, com os Kotturuh;
  • o Oitavo na nave dos Daleks turbinada pela Tardis;
  • o Nono na Nave Caixão, com o que restou dos vampiros transformados, mas sem a Rose (que está se curando em outro lugar, como vimos no final de Monstrous Beauty).

“O Décimo Doutor de repente percebeu o absurdo daquilo tudo. Sua Oitava versão, todo cachos e lenço no pescoço, apareceu na tela e o estava mandando parar. Como ele se atrevia? Especialmente porque o Oitavo Doutor estava em uma nave cheia de Daleks. Daleks de verdade. (…) O Nono Doutor, corte militar, jaqueta de couro surrada cheia de atitude, e – espere, ele está mesmo em uma Nave-Caixão? Seriam mesmo aquelas figuras atrás dele mortos-vivos? (…)”

Pois é, amado, seus eus passados foram lá impedir que você faça a bobagem que está prestes a fazer. Mas é pedir demais que o Décimo, nesse modo, ouça alguém, né non? Então ele vai lá e ordena a destruição de Mordeela, condenando os Kotturuh à morte.

Corta pro Oitavo já de saco cheio do fedor dos Daleks, pistolaço com o Dalek Estrategista que não contou que eles despencaram até os Tempos Sombrios pra impedir uma versão posterior dele de fazer merda. ” ‘Mas…’ o Oitavo Doutor percebeu que balançava os braços ao redor de si. Ele os colocou de volta nos bolsos do sobretudo. ‘Você deveria ter me dito. Daí eu poderia descobrir o que falar para ele’. ‘Improvise’, o Estrategista falou. ‘É isso o que o Doutor faz de melhor’.

Nessa hora, o Nono aparece na tela da nave Dalek e quando os dois se veem eles têm uma conversa inteira não por telepatia, mas por uma simples troca de olhares, tirando o sarro da fantasia de Senhor do Tempo do Décimo. Nessa hora, o Décimo explode tudo e os Daleks simplesmente abrem fogo contra ele.

Enquanto isso, na Nave-Caixão, o Nono passa pela mesma angústia vendo seu eu posterior prestes a fazer merda. Junto a ele temos Madame Ikalla, que nós vimos pela primeira vez no – pasme! – Comic Creator. Ikalla é a governanta da Nave-Caixão e vai ter um papel muito importante mais pra frente no livro, guarde essa informação.

Os vampiros também atacam a nave dos mercenários, mas não têm nem um décimo do poder de fogo dos Daleks. Mas não é esse o principal ataque dos vampiros – eles têm os Bloodsmen, vampiros que aparatam silenciosamente e com alta letalidade; e como eles não estão vivos de verdade, eles não são rastreáveis. Os Bloodsmen fazem uma chacina na equipe de mercenários do que sobrou da frota do Décimo.

E você deve estar se perguntando: cadê Brian e Sr Bolinha? Brian está percebendo que existe mais de um Doutor. E que ele gosta mais de um do que do outro. Ele fica responsável pela defesa do que sobrou da frota do Décimo, usando as armas dos Tempos Sombrios para as quais os Daleks não têm conhecimento. “A tecnologia dessa época não é muito sofisticada mas é fascinante. Arma de teia dos Racnoss, um propulsor de dobra dos Jagaroth, os Orbes de Alma dos Grelsh. Alguns últimos presentes dos mortos”.

Algumas páginas de tiro, porrada, exterminate e chacina de vampiros depois, os três Doutores decidem fazer contato, como um cessar fogo temporário. Aqui dá pra ouvir a voz dos 3 no texto, já que a autora acertou o tom certinho das características de cada um e chamando-os de O Cavaleiro, O Tolo e O Morto. Quem chama todos à razão é o Nono: “Existe uma razão pela qual você pode achar o Doutor em qualquer lugar do universo menos à frente de um exército. Não é um papel que lhe caia bem”.

Quando os três se separam, o pau começa a comer de novo e chegamos à cena que havia sido divulgada antes, com o Décimo criando uma nova chave de fenda sônica com os arames do esplendor da fantasia de Senhor do Tempo, que você pode ler aqui.

No capítulo quatro a história dá um pulo de algumas semanas. O Décimo deixou os Daleks e os Vampiros se matando e fugiu. Ele e Brian vão parar no planeta Entranxis, onde o Ood está atrás de armamento. Eles, então, se encontram com os Mercadores da Morte, seres de metal vivo, que oferecem ao Doutor uma vampira – Madame Ikkala. Mal dá tempo do Décimo reclamar:

” ‘Pare aí!’ As palavras estavam na ponta da língua do Décimo Doutor, mas outra pessoa as disse.

Ele se virou. Marchando corredor adentro estavam o Oitavo e o Nono Doutores. Suas chaves de fenda sônicas estavam a postos.

‘Com licença’, gritou o Nono. ‘Essa vampira é minha!’

‘O que?’, disse o Décimo Doutor.

‘Esqueça a briga’, respondeu o Oitavo Doutor. ‘Vamos salvar algumas pessoas’.”

Nós descobrimos o que aconteceu nesse meio tempo: o Oitavo voltou à nave Dalek, pegou algumas coisas na Tardis (entre elas uma plantinha; a plantinha é importante) e foi para a Nave Caixão onde estava o Nono, pegando uma carona na Tardis deste até onde estava o Décimo.

Depois de muita destruição causada pelos Daleks – que estão atrás de Madame Ikkala – e de Kotturuhs chegando em Entranxis, os três Doutores voltam a se reunir na nave do Décimo e os bonitos não se entendem:

(…) ‘Olha’, disse o Décimo Doutor. ‘O estrago já foi feito. Os Kotturuh não podem ser salvos, e nós temos outros problemas agora. Nós temos que parar os Daleks’.

‘Nah, você não precisa mudar de assunto tão rápido’, disse o Nono Doutor. ‘Não são só os Kotturuh, são? É o jeito que a falta deles afeta o futuro. Nós precisamos consertar isso. Precisamos arrumar…’ Sua voz, cheia de um universo de dor e perda e luto, se perdeu.

O Oitavo Doutor de algum modo conseguiu perder a sua deixa e disse algo completamente errado. ‘Mas os Kotturuh eram maus. Do mesmo modo que os Daleks são maus’.

‘Eu não vejo o que há de errado em eliminar espécies malvadas’, o Décimo Doutor concordou. “Como, digamos, os Daleks’.

O Nono Doutor olhou para frente.

O silêncio caiu novamente. ‘Eu temo’, murmurou Brian, ‘que nós alcançamos uma espécie de impasse’

‘Alcançamos? Eu não estou nem perto’. O Nono Doutor girou nos calcanhares. Venha Ikalla. Esses dois podem ter perdido o juízo – mas eu não. Deve haver outros Kotturuhs. Nós vamos encontrá-los. Nós vamos ajudá-los’.

Logo depois desse diálogo entra isso aqui, com um extra – nós vemos o ponto de vista do Dalek Cientista e ficamos sabendo qual é o fim da missão dos Daleks: o Simbionte. No meio do quebra pau entre os Daleks e os Grandes Vampiros, os Daleks conseguiram capturar um dos Grandes, o vampirão principal. O Dalek Cientista faz um Frankenstein (sim, eu sei que esse é o nome do médico, não do monstro) e cria um exército de Drones mortos-vivos.

Na nave dos mercenários, finalmente batizada de S.S. Donna, Oito, Dez e Brian recebem a visita dos Bloodsmen da Nave Caixão, que explicam que o vampirão foi capturado e pedem ajuda para recuperá-lo. Quando eles chegam na nave Dalek já é tarde.

Enquanto isso, o Nono e Ikkala vão parar em Birinji, onde a última dos Kotturuh, chamada Inyit, vive em um biodomo – uma espécie de estufa – trazendo vida ao mundo. Ceis lembram da plantinha que eu falei ali em cima? Dentro da Tardis a bichinha tava quase morrendo; mas ao chegar em Birinji, Inyit poda a planta e a revive: “Este é um novo jeito de continuar a vida. Um novo corte. Uma velha planta, cansada. O corte vai murchar e morrer no solo, a velha planta está exausta. Enxerte o novo corte no velho enxerto e ambos prosperam (…) O que continua é o melhor de cada, e ainda assim é algo novo”. Isso foi o que aconteceu com Inyit: ela explica que os Kotturuh acabaram virando uma seita que abusava do seu poder, e quando ela percebeu isso, logo no início de tudo, ela pulou fora e usou seu dom para dar vida, ela mesma se transformando em algo novo.

Mas ela é a última dos Kotturuh e diz a lenda que os Kotturuh devem terminar sua jornada, devem visitar cada forma de vida até que seu poder se acabe. Se nós morrermos antes disso acontecer, então essa energia será liberada quando o último de nós morrer, e os Portões da Morte se abrirão.

E onde tudo começou, Birinji, é onde tudo vai terminar. Os Daleks chegam a Birinji, bem como o S.S. Donna. Os três Doutores se reúnem novamente, e o Décimo finalmente percebe a merda que fez e pede desculpas a todos os envolvidos!!!!!!!

Mas nem todos os Daleks foram a Birinji. A equipe principal, munida de um exército de Simbiontes, foi a outro lugar: Gallifrey, antes dos Senhores do Tempo ascenderem. E aí cabe aos três fazerem o que eles sempre fazem: tentar salvar Gallifrey. E eles fazem isso em grande estilo: os três fantasiados de Senhores do Tempo.

(N.R.: se vira BBC pra me dar uma imagem desses três fantasiados de Time Lord Victorious)

Eles recebem ajuda de três Naves-Caixão, capitaneadas pelos Bloodsmen, mas eles também perecem na batalha. E quando os Doutores acham que é o fim… Os Drones Daleks queimaram e morreram. Pequenas bolas de fogo e poeira voaram e deixaram pra trás apenas componentes enegrecidos”.

“‘Alguma coisa os exterminou’, disse o Décimo Doutor. ‘O que poderia exterminar uma espécie inteira tão rápido quanto o pensamento?’.

Ele parou e seu rosto se abriu em um sorriso.

‘O julgamento de um Kotturuh’, disse o Oitavo Doutor”.

Sim! A última dos Kotturuh, Inyit, julgou os Daleks simbiontes, o último julgamento de sua espécie. E morreu.

E aí vem o rescaldo da coisa toda:

  • o Oitavo leva os Daleks de volta para o seu tempo – e a história continua no áudio Mutually Assured Destruction;
  • Madame Ikkala assume o biodome, e junto com o que restou dos Bloodsmen e dos mercenários do Décimo, reconstrói Birinji; Brian fica por lá também.
  • O Décimo vai ter sua aventura final em Echoes of Extinction;
  • O Nono volta pra pegar a Rose e voltarem para os nossos tempos.

UFA! Sério, o livro é muito bom, mas é muito vai e volta. Ficaria lindo na TV, mas demandaria uma verba que a BBC não tem.

Eu tentei trazer a essência do livro aqui; espero ter conseguido.

Ainda sobraram algumas coisinhas de TLV pra fazer resenha, e um ou dois lançamentos. Vou tentar dar um gás nesse fim de ano. Fiquem ligados!

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